quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A VIDA COMO DEVE SER


Todos nós temos a oportunidade de viver como imaginamos.

Talvez olhar a vida e conhecer novos caminhos é sempre uma forma de descobrir que temos a visão tão estreita que deixamos de ver as coisas mais importantes ao nosso redor.

Achar o melhor caminho para viver intensamente a vida é uma busca constante em que o ser humano deve viver.

O verdadeiro sentido de viver acha-se dentro do si mesmo, sem o menor vestígio de uma vida cheia de problemas......

Agora o importante é saber chegar mesmo que pra isso tenha que ter uma decepção do verdadeiro EU.

Tenho que manter uma certa curiosidade em relação ao que chamamos de matéria científica de amor ao próximo..... uma certa analogia amor sem apego.......


sábado, 6 de fevereiro de 2010

A Arte de Escutar

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil.

A gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor... Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração.....
E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios: Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. Vejam a semelhança...
Se eu falar logo a seguir... São duas as possibilidades.
Primeira: Fiquei em silêncio só por delicadeza.. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado.
Segunda: Ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou. Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.
Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência... E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras.
A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.
No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia... Que de tão linda nos faz chorar...


Rubem Alves

sábado, 26 de dezembro de 2009

Impossível................

Impossível ganhar sem saber perder.
Impossível andar sem saber cair.
Impossível acertar sem saber errar.
Impossível viver sem saber reviver.
A glória não consiste em não cair nunca, mas em levantar-se todas as vezes que seja necessário.

E ISSO É ALGO QUE MUITO POUCA GENTE TEM O PRIVILEGIO DE PODER EXPERIMENTAR.

Bem aventurados aqueles que já conseguiram receber com a mesma naturalidade o ganhar e o perder, o acerto e o erro, o triunfo e a derrota...


Mario Benedetti

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

PANDORA STUDIO: Lou Salomé e Rilke

PANDORA STUDIO: Lou Salomé e Rilke

A SOLIDÃO


Será que existe solidão tão desesperada que nos confundem?

Será que existe solidão tão profunda que nos remetem ao desespero?

Será que existe solidão tão imaginativa que nos revelam nosso caráter?


Respostas:

Solidão desesperada: nos faz pensar em atos não pensados.

Solidão profunda: aos invés de ser útil nos leva à verdadeira depressão.

Solidão imaginativa: Essa sim é a verdadeira resposta==> Nos faz renovar.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A Música Retrada a Vida

Novas descobertas estão sempre ao nosso redor......vê-las é uma questão de estilo e simplicidade e principalmente cumplicidade para quem nos oferece a oportunidade de ver "A VIDA COMO UMA FOTOGRAFIA"

domingo, 23 de agosto de 2009

A filosofia de Séneca

Sêneca desenhado por Peter Paul Rubens
Séneca ocupava-se da forma correcta de viver a vida, ou seja, da ética, fisica e da lógica. Via o sereno estoicismo como a maior virtude, o que lhe permitiu praticar a imperturbabilidade da alma, denominada ataraxia (termo utilizado a primeira vez por Demócrito em 400 a.C.). Juntamente com Marco Aurélio e Cícero, conta-se entre os mais importantes representantes da intelectualidade romana.
Séneca via no cumprimento do dever um serviço à humanidade. Procurava aplicar a sua filosofia à prática. Deste modo, apesar de ser rico, vivia modestamente: bebia apenas água, comia pouco, dormia sobre um colchão duro. Séneca não viu nenhuma contradição entre a sua filosofia, estóica, e a sua riqueza material: dizia que o sábio não estava obrigado à pobreza, desde que o seu dinheiro tivesse sido ganho de forma honesta. No entanto, devia ser capaz de abdicar dele.
Séneca via-se como um sábio imperfeito: "Eu elogio a vida, não a que levo, mas aquela que sei dever ser vivida." Os afectos (como relutância, vontade, cobiça, receio) devem ser ultrapassados. O objectivo não é a perda de sentimentos, mas a superação dos afectos. Os bens podem ser adquiridos, à condição de não deixarmos que se estabeleça uma dependência deles.
Para Séneca, o destino é uma realidade. O homem pode apenas aceitá-lo ou rejeitá-lo. Se o aceitar de livre vontade, goza de liberdade. A morte é um dado natural. O suicídio não é categoricamente excluído por Séneca.
Séneca influenciaria profundamente o pensamento de João Calvino. O primeiro livro de Calvino foi um comentário ao De Clementia, de Séneca.